HISTÓRIAS ESTRANHAS DA BÍBLIA – Sim, Javé aceitava sacrifícios humanos.
Líderes religiosos asseveram que deus Javé proibiu holocaustos humanos e usam Levítico 20,2 para comprovar: “todo israelita ou estrangeiro que habita em Israel e que sacrificar um de seus filhos a Moloc, será punido de morte.”
No entanto, segundo especialistas, durante boa parte da história judaica, o povo acreditava que seu deus se comprazia com o sangue de vidas humanas em seus altares. Vejamos o relato do caso da filha de Jefté, um militar que fez um pacto com Javé. Em Juízes 11,29 somos informados que Jefté prometeu ao seu deus sacrificar a vida da primeira pessoa que o recebesse em sua volta de uma batalha. O valente guerreiro voltou vitorioso da peleja, porém, vê com tristeza que quem corria para seu encontro, era sua própria filha. Virgem e única filha. Aos prantos, o pai explicou à filha sua promessa a deus, mas a filha aceitou seu destino. Fez só um pedido a seu pai: “Deixa-me que vá sobre as colinas durante dois meses, para chorar a minha virgindade com as minhas amigas.” O pai concordou: “Vai, disse-lhe ele. E deu-lhe dois meses de liberdade. Ela foi com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade sobre as colinas. Passado o prazo, voltou para seu pai, e ele cumpriu o voto que tinha feito.” E Javé aceitou o sangue da inocente, pois, como sabemos, ele não se opôs a esse ato bárbaro.
Há outro episódio que mostra o desejo de Javé pelo sangue de vítimas humanas.
Gênese 22,1: Javé pede a Abraão que ofereça Isaac, seu único filho em holocausto. Não devemos esquecer que o deus bíblico é uma metamorfose de um deus pagão cananeu, e o primeiro filho era visto como a semente dos deuses, que devia ser imolado, para obter a simpatia das entidades superiores. O diálogo, a caminho do local de sacrifícios, é comovente:
- Pai
- Eis-me aqui, meu filho.
- Aqui estão o fogo e a lenha, mas onde se acha o cordeiro para o holocausto? – pergunta a inocente criança.
- Deus providenciará o cordeiro, meu filho!
Quando chegam ao local que deus designara, o filho é amarrado sobre o altar. No exato instante em que Abraão ia matar o filho com uma faca, aparece um anjo do Senhor, que se dirige desse modo:
- Abraão! Abraão! Não lhe faças mal algum. Agora sei que verdadeiramente temes a Deus.
Ora, é muito estranho que Javé tenha pedido tal prova a Abraão. Isso atesta que Javé não era onisciente, pois precisou de uma artimanha, para saber se o patriarca o temia. Esse conto deixa claro que Javé apreciava sacrifícios humanos, pois sendo deus, deveria saber que Abraão o temia. Javé podia ter falado que era contra sacrifícios, mas ficou calado. E, por que cargas d´água um deus precisou submeter a pobre criança à tortura psicológica tão deplorável. Ponham-se no lugar do menino.
A Bíblia ainda informa que o profeta Samuel ofereceu vidas humanas a Javé: Veja em I Samuel 15,32. E em II Samuel 21, 1 é Davi (o rei ) quem permite o sacrifício de pessoas perante o altar do Senhor.
Fernando Bastos – www.pensarporsi.zip.net


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